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A Bahia ontem e hoje.
Quarto estado mais populoso do Brasil, com mais de 12 milhões de habitantes, o Estado é líder da economia no Nordeste e sua capital, Salvador, é a maior cidade da região. A economia baiana sofreu profundas transformações desde os anos 60, com o crescimento da atividade industrial e a modernização do setor de comércio e serviços. À exceção de poucos pólos de desenvolvimento no interior, esse empuxo na economia concentrou-se na Grande Salvador, e o crescimento se acelerou a tal ponto que modificou a composição do PIB regional: a indústria aumentou sua participação no PIB estadual, enquanto a agricultura declinou e as áreas de comércio e serviços sofreram redução.
O processo de expansão industrial se acelerou com a instalação, no final da década de 70, do Pólo Petroquímico de Camaçari. Caracterizou-se pela instalação de empresas de médio porte, voltadas para a produção de bens intermediários e aproveitando recursos naturais, como petróleo, gás natural e diversos tipos de minérios e produtos agrícolas. Os principais setores da indústria de transformação são a química / petroquímica, a metalurgia, a de alimentos, minerais não-metálicos e bebidas. A Bahia é um dos estados mais ricos em minérios no País. Em 1991, a comercialização nesta área registrou um faturamento de US$ 259,4 milhões.
Hoje, o PIB baiano é da ordem de R$ 90 bilhões, enquanto que o PIB da RMS foi de 17 bilhões de dólares em 1996, à taxa cambial de 1998, e uma previsão de R$ 44 bilhões para 2006. A RMS é, de acordo com tais cálculos, a sétima região metropolitana do país e a primeira do Nordeste em termos de criação de valor.
A previsão do resultado do PIB da Bahia e do Brasil confirma uma tendência que vem se consolidando ano após ano: a economia baiana está crescendo mais que a economia brasileira. O Governo estadual, tem a expectativa de que os números do crescimento de Salvador ampliem-se ainda mais, uma vez que para o período 2004-2008 estão previstos para RMS investimentos da ordem de R$ 9,8 bilhões, aproximadamente 37% do investimento previsto para Bahia.
A performance da economia baiana foi resultado do crescimento de todos os setores da economia com destaque para a indústria de transformação cujo desempenho foi de 17,5%, o maior resultado desde 1980, quando o Pólo Petroquímico entrou em plena operação.
A indústria automobilística baiana cresceu 56% em 2004, atingindo um nível de produção previsto para 2006. Mas os demais ramos também apresentaram crescimento expressivo. A indústria metalúrgica se expandiu 6,9% e a indústria química / petroquímica apresentou um incremento de 14,5%.
Na Agropecuária, o ano de 2004 foi igualmente excepcional para a Bahia, com o setor ampliando seu produto em 14,8%. Isso foi possível porque a safra baiana de grãos atingiu 5,3 milhões de toneladas em 2004, quase cinco vezes mais do que a produção verificada no início da década de 90.
Os incentivos industriais anunciados para o estado da Bahia no período de 2005 - 2009, foram no volume de R$ 19,3 bilhões, agregando 325 projetos subdivididos em treze eixos de desenvolvimento e nove por complexo de atividade econômica. Em relação aos empregos na indústria, os novos empreendimentos irão gerar cerca de 70.812 postos de trabalho. De acordo com a Gazeta Mercantil, os complexos calçadista, têxtil, confecções e agroalimentar são os maiores geradores de novos postos de trabalhos.
Fonte: Ministério das Relações Exteriores - Governo Federal.
Veja ainda:
Baixe o “estudo das áreas estratégicas para investimentos da Bahia”
(Edição de Outubro de 2005 – Autoria da Câmara Americana)
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