
NOVO ASSOCIADO |
EDITORIAL
A expressão “Responsabilidade Social” vem sendo usada de forma um tanto equivocada. Muitas empresas, e a sociedade em geral, pensam que ser socialmente responsável é algo a mais, algo que está além das suas obrigações e compromissos para com a sustentabilidade, a justiça social a prosperidade de nações e indivíduos. Isso é um equívoco. O que vemos hoje é, na maioria das vezes, simplesmente algo que devemos chamar de “responsabilidade empresarial”, ou seja, nada além do que o cumprimento das responsabilidades, digamos, obrigatórias para as empresas. Remunerar condignamente seus funcionários, cuidar dos efeitos da sua ação contra o equilíbrio da natureza, atuar de forma comprometida com a ética e a transparência, por exemplo, não é mais do que a obrigação de todas as organizações, sejam elas privadas, governamentais ou do terceiro setor. Funciona assim: a sociedade confia uma determinada forma de atuação à uma organização – seja ela privada, ou do terceiro setor - e em contrapartida esta deve atuar de forma reparadora com antigas injustiças, ou atuar de forma a desenvolver setores menos favorecidos da sociedade, esteja ela relacionada diretamente à ação da organização, ou não. Ser socialmente responsável tem a ver com uma postura de cuidado com a sustentabilidade do planeta, com a justiça social e com a prosperidade.
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A Feira de Tecnologia Agrícola e negócios de Luís Eduardo Magalhães já tem nome e data para acontecer.. |
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O Brasil é um dos países que mais avançou neste movimento. Mas ainda estamos longe de dizer que temos uma sociedade comprometida com as causas fundamentais da sustentabilidade. Um enorme esforço pela transparência e pela ética tem sido feito, e acredito que esse seja um dos primeiros pontos a atacar. O que me preocupa é o ritmo das transformações brasileiras, que têm sido muito lentas. Lentas demais! A Bahia é o berço de iniciativas fantásticas, tais como a Santa Casa de Misericórdia, as Obras Sociais de Irmã Dulce, e várias ONGs, fundações e institutos mundialmente reconhecidos. Essas entidades criam uma base confiável para que empresas se interessem em desenvolver parcerias. O resultado é o que temos visto, um movimento - insuficiente, como disse antes - porém significativo, e mais que tudo, promissor. Eu sou otimista, apesar do quadro às vezes desesperador que encontramos de pobreza, injustiça e degradação ambiental.
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As empresas que não possuem uma atenção voltada para a área sócio-ambiental provavelmente não sobreviverão aos próximos anos. Não sei dizer quantos, mas vai durar menos de uma década para que o mercado consumidor e as normas que o regulam descartem as organizações que não respeitem as novas exigências. Isso deve funcionar mais como um aviso para os empresários, que busquem se atualizar, abrir seus horizontes, que busquem entender a sua real responsabilidade para com a sociedade, além de remunerar o seu capital e distribuir lucro aos sócios. |
A reciclagem de aparelhos celulares poderia render US$ 63 milhões apenas em ouro. |
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Empresas de pequeno porte podem desenvolver de forma satisfatória ações de responsabilidade social. Basta lembrar que uma das bases do movimento mundial é o voluntariado. Essencialmente, para desenvolver uma ação de responsabilidade social basta ser um cidadão comprometido com o futuro do planeta, com o futuro dos nossos filhos. Como diz a música “é uma questão de amar os nossos filhos”. Uma ação de RSE não precisa ser milionária, ao contrário. Várias pessoas que trabalham em instituições do setor já me confidenciaram que preferem lidar com aquele que é o voluntário, com o cidadão simples que doa R$10 reais por mês, do que negociar com grupos empresariais que destinam recursos dentro de seus programas de marketing. É bom que se diga, nada de errado com isso. Mas parece que as pessoas mais envolvidas geram mais valor para o terceiro setor do que simplesmente a destinação de recursos, repito, aporte indispensável, mas às vezes sem a mesma energia motivadora e renovadora que uma pessoa sinceramente dedicada é capaz de transmitir e contagiar a todos. A curto prazo devemos assistir à adoção pela alta indústria de novos padrões de produção que por sua vez implicam em novos padrões de consumo. E vice-versa, é claro. A médio e longo prazo as perspectivas são melhores, caso tenhamos sucesso nos próximos dois anos na mobilização, em escala mundial, por um sistema produtivo diferente, menos destrutivo, e sustentável. Ou seja, um desafio colossal. Creio que temos dois caminhos nítidos pela frente: ou a humanidade vai passar por um grande movimento de conscientização da real dimensão do problema da sustentabilidade (que hoje já se afigura de forma dramática), ou a gente vai mesmo provocar um desastre ecológico – social e ambiental – com conseqüências terríveis.
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Adicionalmente, é preciso ter muito cuidado com essa chuva de termos em torno do assunto: caridade, assistência, voluntariado, responsabilidade social, etc. Especificamente, a palavra “assistencialismo” tem sido usada para descrever ações de simples doação, de forma inconseqüente e descomprometida, sem implicar em qualquer esforço para transformar cenários que produzem pobreza, destruição ambiental ou injustiça. Sendo assim, ações desse tipo em nada contribuem para o desenvolvimento de uma nação. Servem de interesses particulares e, eventualmente, antiéticos. Mas é preciso valorizar o “espírito da coisa”. Sou partidário de que as pessoas façam qualquer coisa que esteja ao alcance pelo bem da sustentabilidade. Com o nome que quiser dar. Enfim, o papel do estado é fundamental, seja em sua forma mais “natural”, no papel do fomentador da sociedade, seja no papel atuante direto, destinando mais recursos para finalidades relacionadas às causas da RSE.
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CURTAS |
Produção industrial da Bahia avança 0,9 em novembroEm novembro, a produção industrial da Bahia ajustada sazonalmente avançou 0,9% em relação a outubro, quando havia crescido 3,0%. Nos confrontos com iguais períodos de 2006, os resultados foram positivos em relação a novembro (2,8%) e no acumulado em janeiro-novembro (1,5%). O índice acumulado nos últimos 12 meses manteve trajetória descendente, ao passar de 0,8% em outubro para 0,7% em novembro.
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Nova Schin investe R$8 milhões O grupo Schincariol será, mais uma vez, um dos maiores patrocinadores do Carnaval de Salvador. Em seu oitavo ano consecutivo de apoio oficial à folia baiana, com a cerveja Nova Schin, a empresa anunciou que este ano o volume de recursos destinado à festa de Momo no estado será 10% superior ao injetado em 2007. Ao todo, o investimento chega a R$8 milhões, incluindo o desembolso de R$1,6 milhão para a cota master da prefeitura. A cervejaria, que é líder em vendas no Norte e Nordeste com a marca Nova Schin, vai patrocinar 20 blocos e nove camarotes espalhados nos circuitos Dodô (Barra – Ondina) e Osmar (Campo Grande – Centro). De acordo com o diretor de marketing da companhia, Marcel Sacco, o plano de patrocínios, iniciativa anunciada ontem em coletiva com a imprensa, acompanha o crescimento da marca, que, apesar de possuir apenas 12,4% de participação nacional, é líder no segmento local. “Investir no carnaval de Salvador é uma forma de retribuir a preferência do mercado baiano por nossa cerveja, além de ser um momento de consumo muito importante”, diz.
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Wal-Mart vai investir R$ 1,2 bilhão e criar 7.000 novos empregos em 2008O Wal-Mart Brasil anunciou, nesta segunda-feira (14), que deverá investir em 2008 cerca de R$ 1,2 bilhão na construção de 36 novas unidades e de um centro de distribuição, o que deverá gerar 7.000 novos postos de trabalho.
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CÂMARA DE COMÉRCIO AMERICANA PARA O BRASIL - BAHIA 2007